O presidente Michel Temer viajará
nesta segunda-feira (23) para o México para participar do encontro de
presidentes dos países do Mercosul e da Aliança do Pacífico – saiba detalhes
sobre a reunião mais abaixo.
Com a viagem de
Temer ao exterior, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, assumirá a Presidência da
República pela quarta vez.
Cármen Lúcia
deve passar toda a semana no exercício da Presidência. Isso porque, depois da
agenda em Puerto Vallarta, Temer seguirá para Joanesburgo, onde participará da
10ª Cúpula do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do
Sul (anfitriã do encontro).
Da esquerda para a direita:
O presidente do Senado, Eunício Oliveira; o presidente da República, Michel
Temer; e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Linha
sucessória
Além de Temer,
também estarão no exterior nos próximos dias os presidentes da Câmara, Rodrigo
Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).
Eunício
Oliveira viajou para Miami (EUA) e voltará para o Brasil no próximo fim de
semana. Rodrigo Maia também viajou para os Estados Unidos e deve voltar a
Brasília no domingo (29).
Os dois
parlamentares são os seguintes na linha sucessória, já que o Brasil não tem
vice-presidente no momento. Com as ausências de Temer, Maia e Eunício, a
presidente do STF exerce a Presidência.
Na semana
passada, Cármen Lúcia assumiu o cargo entre a terça e
a quarta, enquanto Temer estava em Cabo Verde; Rodrigo Maia, no
Chile; e Eunício, nos Estados Unidos.
Desde abril,
sempre que Temer vai ao exterior, Maia e Eunício também programam viagens
internacionais. A saída do país evita o risco de os dois ficarem
inelegíveis nestas eleições.
Caso Maia ou
Eunício exerçam a Presidência da República por algum período nos seis meses
anteriores à eleição, eles só poderiam concorrer à Presidência, ou seja,
estariam impedidos de disputar outros cargos em outubro.
Mercosul
e Aliança do Pacífico
Pela agenda
oficial, Temer chegará à tarde em Puerto Vallarta. À noite, se reunirá com o
presidente do México, Enrique Peña Nieto. Depois, irá ao jantar em homenagem
aos chefes de Estado e de governo da Aliança do Pacífico e do Mercosul.
O inédito
encontro dos presidentes do Mercosul e da Aliança do Pacífico está previsto
para esta terça (24). De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a
reunião será a primeira "em nível presidencial" entre os blocos.
O objetivo é
incentivar a cooperação econômica entre os dois blocos. O Mercosul é formado
por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e a Aliança do Pacífico, por México,
Chile, Colômbia e Peru.
O Itamaraty
informou que está prevista a aprovação de uma declaração conjunta e de um plano
de ação entre os blocos, que envolve:
·
facilitação de
comércio;
·
cooperação
regulatória;
·
agenda digital;
·
comércio
inclusivo.
"A ideia é
a importância simbólica de que os dois principais agrupamentos da região, que
respondem por 90% do PIB da América Latina, estejam dando um impulso político a
esse esforço de aproximação", disse o subsecretário-geral da América
Latina e Caribe, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita.
Em 2017,
conforme dados do Itamaraty, o comércio do Mercosul com a Aliança do Pacífico
alcançou US$ 35,3 bilhões, crescimento de 18% em relação ao ano anterior. No
mesmo ano, o comércio do Brasil com a Aliança do Pacífico atingiu US$ 25
bilhões, alta de 21,4%.


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