A Rede Record
voltou a denunciar a invasão de um terreno público feito pela Rede Globo. O
anúncio trouxe a tona o acordo criminoso entre a emissora e o governo de José
Serra (PSDB).
O terreno,
localizada no Brooklin, em uma das regiões mais valorizadas em São Paulo, fica
ao lado da sede da Rede Globo na zona Sul da capital. A emissora, sem nenhuma
licitação ou autorização, simplesmente anexou o terreno que pertencia ao
governo sob a desculpa de que estava “conservando a área”. A desculpa é mais um
descaramento da emissora. É óbvio que não se tratava de preservar a área, mas
de tomá-la para uso privado, tanto é assim que o terreno foi cercado e a
população impedida de entrar no local que antes era uma pracinha de uso
público.
De acordo com as
denúncias, “O terreno de 11.618 metros quadrados, anexo a sede da Rede Globo na
zona Sul de São Paulo, foi ocupado ilegalmente pela emissora (Globo) durante 11
anos. O local onde se localizava o terreno era em uma praça avaliada em mais de
R$ 11 milhões de reais. O local funcionava como pista de cooper para os
funcionários da emissora. A área estava cercada como propriedade particular,
onde ninguém podia entrar. O terreno que foi ocupado ilegalmente pela emissora
pertence ao Governo do Estado de São Paulo, (especificamente a secretaria de
Planejamento e Economia) e não a Globo”
A invasão ocorreu
com o total apoio do governo, que em nenhum momento, em 11 anos de posse
ilegal, procurou rever o terreno, uma prática corriqueira quando se trata de
ocupações realizas pela população, a exemplo das ocupações realizado pelos
sem-terra, onde a burguesia não só determina a reintegração de pose, como a faz
com uma violência brutal. O cinismo do governo do PSDB é tamanho que diante da
denúncia, o governo ao invés de rever a posse do terreno, anunciou que irá
fechar uma parceria com a Globo para a construção de uma Escola Técnica
Estadual (Etec), que não por acaso ter´um curso de áudiovisual e terá o nome de
“Escola Roberto Marinho”. Ou seja, o governo não só autorizou a invasão como
agora irá financiar uma escola para a Rede Globo.
Essa não é a
primeira vez que os empresários tomam posse de forma ilegal das terras do
Estado, pelo contrário. Essas invasões são corriqueiras e ocorrem com o total
aval dos governos e da Justiça burguesa.
Um exemplo
emblemático é o da Curtale, uma das maiores empresas produtoras de suco de
laranja do mundo possuindo 30% do mercado mundial. A empresa se apossou de mais
de 2,7 mil hectares pertencentes à União. O que chamou a atenção nesse caso foi
a enorme campanha da burguesia contra os sem-terra que organizaram uma ocupação
na fazenda tomada pela empresa. Os jornais burgueses publicaram dezenas de
matérias para incriminar a ocupação realizada pelos trabalhadores, acusando-os
de “Vandalismo sem limites”. Ou seja, quando se trata de uma ocupação realizada
pelos sem-terra, o que se vê é toda uma ofensiva da direita contra os
trabalhadores do campo, entretanto quando os invasores são a Rede Globo ou a Cutrale,
a medida é não apenas justificada como apoiada pelos governos e imprensa
capitalistas.
Confira o
pronunciamento da emissora:
A TV Globo se
orgulha de financiar a construção de uma escola técnica Estadual no terreno
vizinho às suas instalações na Berrini
“A Escola Roberto
Marinho, resultado de parceria entre o Centro Paula Souza – autarquia do
Governo do Estado de São Paulo que cuidará da gestão – , a TV Globo e a
Fundação Roberto Marinho, deve iniciar as atividades em 2011, com cursos
técnicos de Multimídia e Produção de Áudio e Vídeo para até 240 estudantes. O
projeto foi desenvolvido pensando na sustentabilidade e no meio ambiente:
caberá à TV Globo também implementar um projeto de paisagismo no terrenos da
Escola.
Em 1999, o DER
(Departamento de Estradas de Rodagens), então proprietário do terreno no
Brooklin, celebrou com a TV Globo um Termo de Autorização de Uso do imóvel para
fins de sua guarda, limpeza e conservação. Quatro anos mais tarde, o DER doou o
terreno ao Estado de São Paulo que, como proprietário do terreno, em 2009,
destinou-se à instalação de uma Escola Técnica Estadual.
A construção dessa
nova escola, com ensino profissionalizante, é um marco para o crescimento do
Estado e mais uma oportunidade para o futuro da juventude de São Paulo. A TV
Globo, mantendo o seu compromisso com a educação e com São Paulo, faz questão
de celebrar esta parceria.”informações https://www.polemicaparaiba.com.br/polemicas/o-terreno-de-r-11-milhoes-que-a-globo-invadiu-e-tomou-posse-com-aval-do-psdb/
De acordo com a denúncia levantada pela Rede Record, a emissora da família Marinho anexou a sua sede um terreno de quase 12 mil metros quadrados pertencente ao governo do estado. O governo do PSDB não só autorizou a invasão como agora irá financiar uma escola no local
Por redação, com informações de agências
A Rede Record voltou a denunciar a invasão de um terreno público feito pela Rede Globo. O anúncio trouxe a tona o acordo criminoso entre a emissora e o governo de José Serra (PSDB).
O terreno, localizada no Brooklin, em uma das regiões mais valorizadas em São Paulo, fica ao lado da sede da Rede Globo na zona Sul da capital. A emissora, sem nenhuma licitação ou autorização, simplesmente anexou o terreno que pertencia ao governo sob a desculpa de que estava “conservando a área”. A desculpa é mais um descaramento da emissora. É óbvio que não se tratava de preservar a área, mas de tomá-la para uso privado, tanto é assim que o terreno foi cercado e a população impedida de entrar no local que antes era uma pracinha de uso público.
De acordo com as denúncias, “[O] terreno de 11.618 metros quadrados, anexo a sede da Rede Globo na zona Sul de São Paulo, foi ocupado ilegalmente pela emissora (Globo) durante 11 anos. O local onde se localizava o terreno era em uma praça avaliada em mais de R$ 11 milhões de reais. O local funcionava como pista de cooper para os funcionários da emissora. A área estava cercada como propriedade particular, onde ninguém podia entrar. O terreno que foi ocupado ilegalmente pela emissora pertence ao Governo do Estado de São Paulo, (especificamente a secretaria de Planejamento e Economia) e não a Globo”
A invasão ocorreu com o total apoio do governo, que em nenhum momento, em 11 anos de posse ilegal, procurou rever o terreno, uma prática corriqueira quando se trata de ocupações realizas pela população, a exemplo das ocupações realizado pelos sem-terra, onde a burguesia não só determina a reintegração de pose, como a faz com uma violência brutal. O cinismo do governo do PSDB é tamanho que diante da denúncia, o governo ao invés de rever a posse do terreno, anunciou que irá fechar uma parceria com a Globo para a construção de uma Escola Técnica Estadual (Etec), que não por acaso ter´um curso de áudiovisual e terá o nome de “Escola Roberto Marinho”. Ou seja, o governo não só autorizou a invasão como agora irá financiar uma escola para a Rede Globo.
Essa não é a primeira vez que os empresários tomam posse de forma ilegal das terras do Estado, pelo contrário. Essas invasões são corriqueiras e ocorrem com o total aval dos governos e da Justiça burguesa. Um exemplo emblemático é o da Curtale, uma das maiores empresas produtoras de suco de laranja do mundo possuindo 30% do mercado mundial. A empresa se apossou de mais de 2,7 mil hectares pertencentes à União. O que chamou a atenção nesse caso foi a enorme campanha da burguesia contra os sem-terra que organizaram uma ocupação na fazenda tomada pela empresa. Os jornais burgueses publicaram dezenas de matérias para incriminar a ocupação realizada pelos trabalhadores, acusando-os de “Vandalismo sem limites”. Ou seja, quando se trata de uma ocupação realizada pelos sem-terra, o que se vê é toda uma ofensiva da direita contra os trabalhadores do campo, entretanto quando os invasores são a Rede Globo ou a Cutrale, a medida é não apenas justificada como apoiada pelos governos e imprensa capitalistas.
O terreno, localizada no Brooklin, em uma das regiões mais valorizadas em São Paulo, fica ao lado da sede da Rede Globo na zona Sul da capital. A emissora, sem nenhuma licitação ou autorização, simplesmente anexou o terreno que pertencia ao governo sob a desculpa de que estava “conservando a área”. A desculpa é mais um descaramento da emissora. É óbvio que não se tratava de preservar a área, mas de tomá-la para uso privado, tanto é assim que o terreno foi cercado e a população impedida de entrar no local que antes era uma pracinha de uso público.
De acordo com as denúncias, “[O] terreno de 11.618 metros quadrados, anexo a sede da Rede Globo na zona Sul de São Paulo, foi ocupado ilegalmente pela emissora (Globo) durante 11 anos. O local onde se localizava o terreno era em uma praça avaliada em mais de R$ 11 milhões de reais. O local funcionava como pista de cooper para os funcionários da emissora. A área estava cercada como propriedade particular, onde ninguém podia entrar. O terreno que foi ocupado ilegalmente pela emissora pertence ao Governo do Estado de São Paulo, (especificamente a secretaria de Planejamento e Economia) e não a Globo”
A invasão ocorreu com o total apoio do governo, que em nenhum momento, em 11 anos de posse ilegal, procurou rever o terreno, uma prática corriqueira quando se trata de ocupações realizas pela população, a exemplo das ocupações realizado pelos sem-terra, onde a burguesia não só determina a reintegração de pose, como a faz com uma violência brutal. O cinismo do governo do PSDB é tamanho que diante da denúncia, o governo ao invés de rever a posse do terreno, anunciou que irá fechar uma parceria com a Globo para a construção de uma Escola Técnica Estadual (Etec), que não por acaso ter´um curso de áudiovisual e terá o nome de “Escola Roberto Marinho”. Ou seja, o governo não só autorizou a invasão como agora irá financiar uma escola para a Rede Globo.
Essa não é a primeira vez que os empresários tomam posse de forma ilegal das terras do Estado, pelo contrário. Essas invasões são corriqueiras e ocorrem com o total aval dos governos e da Justiça burguesa. Um exemplo emblemático é o da Curtale, uma das maiores empresas produtoras de suco de laranja do mundo possuindo 30% do mercado mundial. A empresa se apossou de mais de 2,7 mil hectares pertencentes à União. O que chamou a atenção nesse caso foi a enorme campanha da burguesia contra os sem-terra que organizaram uma ocupação na fazenda tomada pela empresa. Os jornais burgueses publicaram dezenas de matérias para incriminar a ocupação realizada pelos trabalhadores, acusando-os de “Vandalismo sem limites”. Ou seja, quando se trata de uma ocupação realizada pelos sem-terra, o que se vê é toda uma ofensiva da direita contra os trabalhadores do campo, entretanto quando os invasores são a Rede Globo ou a Cutrale, a medida é não apenas justificada como apoiada pelos governos e imprensa capitalistas.
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