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Pré-candidato à prefeitura em Feira de Santana, Carlos Geilson deixa governo estadual

O ouvidor-geral do estado, Carlos Geilson, anunciou que protocolou, nesta terça-feira (2), um pedido de desincompatibilização do cargo. O radialista e ex-deputado estadual é pré-candidato à prefeitura de Feira de Santana pelo Podemos.

O ato ocorre na data limite, do prazo de quatro meses antes da eleição, para o afastamento de servidores públicos que desejam se candidatar nas eleições municipais, programada para o dia 3 de outubro.

“Agora é vida que segue e o futuro está lançado”, disse o radialista Carlos Geilson, que agradeceu ao governador Rui Costa (PT) pela oportunidade de servir ao estado nos últimos 12 meses.

Em janeiro, Geilson descartou a possibilidade de compor uma chapa junto ao deputado federal Zé Neto (PT), também pré-candidato de oposição a Colbert Martins (MDB) à prefeitura feirense 
"Não tem nada a ver com Zé Neto. Não há relação alguma. Zé Neto segue a carreira dele e nós estamos construindo o nosso caminho visando a Prefeitura de Feira. Escolhi o Podemos pela liberdade que eu não enxerguei em outros partidos", declarou Geilson.

"O deputado Zé Neto já é um voto consolidado, em todas as pesquisas aparece na frente. Eu não vejo margem de crescimento. É um candidato que num segundo turno teria sérias dificuldades de não conseguir atrair o centro, embora seja o candidato que desponta hoje como favorito", avaliou Geilson. 

"Tenho feito minhas tratativas com o povo da cidade. A recepção tem sido muito boa. Na última pesquisa apareci em segundo lugar, empatado com o prefeito Colbert [Martins, MDB]", acrescentou o ex-deputado ao Bahia Notícias.  

A oficialização da filiação de Carlos Geilson ao Podemos e o lançamento da pré-candidatura acontecerá até a primeira quinzena do mês de fevereiro. O grupo aguarda espaço na agenda do senador do Paraná, Álvaro Dias, que deverá participar do evento e também testemunhar a filiação de nomes para disputar a vereança. 

Geilson retorna ao Podemos quatro anos após trocá-lo pelo PSDB. "Retorno para o local de onde eu nunca deveria ter saído", disse. O radialista integrou a sigla, à época PTN, entre 2009 e 2015.

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