Jaques Wagner, do PT, e Ângelo Coronel, do PSD, foram eleitos
senadores pela Bahia, neste domingo (7), para os próximos oito anos. Com 86%
das urnas apuradas, por volta das 21h20, Wagner tinha 35,58% dos votos válidos
(3.618.917 votos) e Ângelo Coronel, segundo colocado, 32,76% (3.331.625). Os
dois são da mesma chapa de Rui Costa, que foi
reeleito governador. O candidato Irmão Lázaro (PSC), com 15,52%
dos votos (1.578.926), aparecia na terceira colocação. [Confira abaixo a apuração para
senador]
Neste ano, o eleitor
escolheu dois candidatos ao Senado. O mandato dos senadores é de oito anos, mas
as eleições para o cargo ocorrem de quatro em quatro anos. A cada eleição, a
Casa renova, alternadamente, um terço e dois terços de suas 81 cadeiras. Neste
ano, 54 vagas estavam em disputa no país, duas delas na Bahia.
Nascido no Rio de
Janeiro, e um dos fundadores do PT na Bahia, Jaques Wagner foi diretor e
presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica
(Sindiquímica-BA) e fundador e o primeiro presidente do PT e da CUT na Bahia.
Em 1990, foi eleito deputado federal e reeleito em 1994 e 1998. Em 2006, foi
eleito governador da Bahia e reeleito em 2010. Foi ainda ministro da Defesa, da
Casa Civil e do Gabinete Pessoal de Presidência da República no governo Dilma.
Na campanha desse
ano, Wagner visitou dezenas de municípios da Bahia, sempre ao lado do candidato
ao governo Rui Costa. Na redes sociais e nos discursos pelo interior durante
comícios e carreatas, ele sempre exaltava ações que executou durante os seus
dois mandatos como governador do estado.
A internet foi o
principal lugar onde Wagner apresentou suas propostas. Entre elas, prometeu
trabalhar "por um sistema tributário mais justo". O senador defendeu
também a taxação de grandes fortunas e a isenção de imposto de renda para quem
ganha até cinco salários mínimos. Apareceu sempre na liderança para a primeira
vaga do senado em todas as pesquisas eleitorais divulgadas pelo Ibope. No
levantamento feito um dia antes das eleições, por exemplo, ele aparecia com 33%
dos votos.
Já Ângelo Mário
Coronel de Azevedo Martins, que nasceu em Coração de Maria, no Recôncavo
baiano, em maio de 1958, é engenheiro civil e empresário. Antes de se
candidatar ao cargo, atuava como presidente da Assembleia Legislativa da Bahia
(Alba) desde 2017. O currículo ainda inclui a passagem pela prefeitura de sua
cidade natal, no quadriênio 1989-1992, pelo PMDB, e os mandatos como deputado
estadual desde 1994, quando foi eleito para o cargo pela primeira vez.
Durante a campanha,
Coronel passou por mais de 140 municípios do estado, sempre também ao lado do
candidato a governador Rui Costa em comícios e carreatas. No meio da disputa
ele passou uma cirurgia de emergência, mas manteve a propaganda eleitoral na
internet.
Nas redes, Coronel
reforçou sua principal proposta, que é fortalecer os direitos das mulheres, e
propor a cota de 50% nos concursos públicos, garantindo mais oportunidades para
todas. Durante as pesquisas eleitorais ele oscilou entre o segundo e o terceiro
lugar e no levantamento divulgado pelo Ibope, um dia antes das eleições,
Coronel apareceu em terceiro lugar, com 21% das intenções de voto.
Apuração na Bahia
Atualização
em 21h20, com 86% das urnas apuradas.
·
Jaques Wagner (PT): 35,58% (3.618.917 votos)
·
Ângelo Coronel (PSD): 32,76% (3.331.625 votos)
·
Irmão Lázaro (PSC): 15,52% (1.578.926 votos)
·
Jutahy Magalhães Júnior (PSDB): 7,93% (736.029 votos)
·
Comandante Rangel (PSL): 4,97% (460.780 votos)
·
Fabio Nogueira (PSOL): 1,47% (136.468 votos)
·
Jorge Vianna (MDB): 0,46% (42.602 votos)
·
Francisco José (Rede): 0,40% (36.829 votos)
·
Celsinho Cotrim (PRTB): 0,36% (33.676 votos)
·
Marcos Maurício (DC): 0,35% (32.701 votos)
·
Adroaldo dos Santos (PCO): 0,16% (15.538 votos)

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