Rui Costa, do PT, foi reeleito em primeiro turno, neste domingo
(7), governador do estado da Bahia para os próximos quatro anos.
Com 99,43% das urnas
apuradas, o petista tinha 5.061.957 votos, o que correspondia a 75,45% dos
votos válidos. O segundo colocado, Zé Ronaldo (DEM), tinha 1.496.482 votos, ou
22,30% dos votos válidos.
·
Veja o resultado da apuração: em todo o estado;
por cidade; por zona eleitoral
"Quero
dedicar essa vitória a Deus, ao povo da Bahia e a minha mãe e a meu pai, onde
eles estiverem. Essa Vitória é pra vocês dois, que formaram todos os meus
valores para eu chegar aqui. Sei que vocês estão orgulhosos de ver alguém que
nasceu na favela chegar até aqui e receber esse carinho da Bahia", disse o
governador logo após chegar para comemoração no bairro do Rio Vermelho, em
Salvador.
A reeleição faz com
que Costa, eleito pela primeira vez para o governo do estado em 2014, na
eleição para a sucessão do também petista Jaques Wagner (que governou também
por dois mandatos), permaneça no cargo até 2022. Com isso, o PT se consolida no
comando do executivo estadual por 16 anos consecutivos.
Rui Costa dos
Santos, de 55 anos, nasceu no bairro da Liberdade, em Salvador, no dia 18 de
janeiro de 1963. O pai, Clóvis dos Santos, era metalúrgico, enquanto a mãe, a
dona de casa Maria Luzia, ajudava a pagar as contas vendendo doces e fazendo
faxina. Rui foi o segundo filho do casal.
A vida política
começou no Polo Petroquímico de Camaçari, região metropolitana de Salvador, na
década de 1980, quando, após entrar para o sindicato dos trabalhadores, passou
a frequentar assembleias e a criticar as condições de trabalho da fábrica. Em
1982, se filiou ao Partido dos Trabalhadores -- foi um dos primeiros
integrantes do PT e uma das principais lideranças responsáveis pela organização
do diretório do partido na Bahia.
Reeleito governador da Bahia, Rui Costa chega para
comemoração no Rio Vermelho, em Salvador — Foto: Itana Alencar/G1
Após concluir o
curso de instrumentação da Escola Técnica Federal (atual IFBA), ingressou no
curso de ciências sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1983,
influenciado pela efervescência do movimento sindical no Brasil, mas não se
graduou, porque os horários de estudo se chocavam com os de trabalho. Anos
depois, em 1993, decidiu retomar os estudos e mudar de curso. Ingressar em
economia, também pela UFBA, área em que hoje é formado.
Em 1995, perdeu a
mãe, que havia sido diagnosticada com câncer de mama. Dois anos depois, viveu
um momento de alegria, quando nasceu o seu segundo filho, Caio -- a primeira
filha, Aline, nasceu em 1986.
Em 2000, foi
suplente de vereador na capital baiana e, em 2004, foi eleito vereador da
cidade com o maior número de votos da bancada petista. Sete anos depois, em
janeiro de 2007, foi convidado pelo então governador da Bahia, Jaques Wagner,
Rui assumiu a Secretaria de Relações Institucionais (Serin).
Em 2010, se elegeu
como o deputado federal mais votado do PT Bahia (e em 3º lugar no estado, entre
todos os candidatos eleitos), com 212.157 votos. Em 2012, se licenciou do cargo
de deputado e assumiu a chefia da Casa Civil do estado, no segundo mandato de
Jaques Wagner como governador.
No mesmo ano, Rui se
casou com Aline Peixoto, atual primeira-dama da Bahia, com quem tem duas
filhas, Marina e Malu. Em 2014, ele se elegeu governador do Estado da Bahia com
3,5 milhões de votos.
Reeleito governador da Bahia, Rui Costa faz
comemoração no bairro do Rio Vermelho, em Salvador — Foto: Itana Alencar/G1
Campanha
Durante
a campanha, iniciada no dia 16 de agosto, quando passou a ser permitida a
realização de propaganda eleitoral, como comícios, carreatas, distribuição de
material gráfico e propaganda na internet, Rui passou por 144 dos 417
municípios do estado, segundo a assessoria dele.
A campanha foi
encerrada no sábado (8), quando esteve junto com o candidato à presidência
Fernando Haddad em Feira de Santana, segundo maior cidade do estado, a 100 km
da capital.
O petista foi muito
criticado durante a campanha por seus adversários por conta, entre outros
pontos, da política de segurança pública, em decorrência dos índices de
violência no estado, da saúde, sobretudo por causa da fila para vagas na
central da regulação, e da educação, sobretudo depois de o MEC (Ministério da
Educação) divulgar que o ensino médio do estado ficou em último lugar no Índice
de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Rui Costa — Foto: Jordan Veloso/G1
Apesar das críticas,
Rui apareceu liderando todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas pelo
Ibope. No levantamento feito um dia antes das eleições, por exemplo, Rui
apareceu com 77% dos votos válidos.
Ainda durante a
campanha, Rui culpou a crise e a falta de apoio federal por promessas do
primeiro mandato não cumpridas e prometeu, entre outras coisas, ampliar o
contingente da polícia no estado, construir 600 quadras esportivas, laboratórios
e biblioteca, para viabilizar o ensino integral nas escolas, expandir para
todas as instituições de ensino os cursos profissionalizantes, pra reduzir o
desemprego, e avançar na regionalização da saúde, construindo hospitais e
serviços de alta complexidade no interior do estado.
Apuração
na Bahia
Atualização em 21h20 com 86%
das urnas apuradas
Rui Costa (PT):
75,71% (4.370.082 votos)
Zé Ronaldo (DEM): 21, 99% (1.269.197 votos)
Marcos Mendes (PSOL): 0,69% (39.626 votos)
João Henrique (PRTB): 0,59% (33.991 votos)
João Santana (MDB): 0,50% (29.009 votos)
Célia Sacramento (Rede): 0,48% (27.631 votos)
Orlando Andrade (PCo): 0,05% (2.609 votos)
Zé Ronaldo (DEM): 21, 99% (1.269.197 votos)
Marcos Mendes (PSOL): 0,69% (39.626 votos)
João Henrique (PRTB): 0,59% (33.991 votos)
João Santana (MDB): 0,50% (29.009 votos)
Célia Sacramento (Rede): 0,48% (27.631 votos)
Orlando Andrade (PCo): 0,05% (2.609 votos)

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